segunda-feira, 4 de julho de 2011

Um novo rei? "É você que ama o passado e que não vê que o 'Novak' sempre vem"...

 The title is Djokovic's third Grand Slam crown and first outside of Melbourne. (AP Photo)
 
Já dizia o outro: "o novo sempre vem"...
Nos últimos sete anos do tennis masculino profissional, apenas dois tenistas [quase semideuses] foram os únicos a ocupar [alternando-se, por duas vezes, cada um] o posto de #1 do ranking oficial: o maduro Roger Federer [o semideus da sutileza, técnica e elegância] e o jovem adulto Rafael Nadal [o semideus da garra, tática e força mental].
Agora, aquele que era chamado de "Djoker" [brincalhão/Coringa] do tênis, resolveu amadurecer a cabeça, treinar feito um cavalo, parar de imitar os outros e tornar o trinômio "preparação mental+paciência+coragem" um fator determinante na sua rotina de preparação e no seu modo de jogar.
Resultado? Uma única derrota, em sete meses [na semifinal de Roland Garros, diante de um determinado Roger Federer, num dia de mágica perfeita, quando Federer volta a ser aquele avatar do "tênis-arte"], oito títulos ATP [sendo quatro vitórias sobre Rafael Nadal, em finais de ATP 1000! E duas delas, no saibro!], uma Davis Cup [final contra a forte seleção francesa] e mais uma série de marcas que a minha memória não registrou, ainda.
Definitivamente, Novak Djokovic chegou ao topo do Olimpo, onde somente os grandes chegam e onde apenas os magníficos permanecem.
Porque chegar no topo é uma coisa: permanecer lá é outra. Hoje, apenas Federer e Nadal estão por lá e na ativa e os demais, os que chegaram antes [Laver, Nastase, Borg, McEnroe, Lendl, Becker, Agassis, Sampras], estão todos olhando com atenção, para ver se Novak vai permanecer ou se está apenas de passagem.
Acho que ele vai cavar um lugar entre as lendas, mesmo: 24 anos, uma Davis Cup, quase uma dezena de títulos ATP 1000, 3 majors - sendo um Wimbledon, sobre o então bicampeão Nadal - e uma saúde aparentemente de ferro. E mais: carisma, boa ética, bom relacionamento com colegas de quadra e com a arbitragem.
Acho que vai longe.
 
 The loss is Nadal's first in a Grand Slam final to a player other than Roger Federer. (AP Photo)
 
 Both men held serve until the 10th game of the opening set, when Djokovic broke for first blood. (AP Photo)

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