A Bíblia diz [não lembro se nos Provérbios, se nos Salmos] que O heroi conquista cidades; o virtuoso conquista a si mesmo.
Alguns atletas conseguem muito dos dois e nesta linha Flávio Canto é um exemplo singular. Sem grandes recursos e com acurada dedicação, o atleta olímpico conduz sério trabalho de educação através do esporte, junto a jovens carentes. Canto deve ser incluído naquelas estirpes a que a vida parece não permitir todas as glórias esportivas ou glórias duradouras [por uma série de razões - o mais das vezes, físicas -, como Guga e Senna], mas que, enquanto seres humanos, honram a espécie, embelezam a ética da raça, exemplificam moralidade, para o mundo, pela sua vida e não por discursos et similia. Vai pelo mesmo caminho de Lance Armstrong, Roger Federer, Raí, Deco e tantos outros que não cito aqui.
Quando um dos seus pupilos [mas acredito que, ouvindo esta frase, Canto a renegasse, asseverando serem os seus alunos pupilos da vida, do destino, de si mesmos] começa a conquistar título, além de qualidade de vida e cidadania, refere-se ao mestre com uma gratidão tocante e inesquecível:
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Barrichello e o reino dos talentos.
Dizer que há pilotos ruins, na Fórmula 1, é quase uma contradição em termos. Como um piloto ruim sobreviveria, andando milhares de quilômetros a duzentos, trezentos quilômetros por hora?... Não; não há pilotos ruins, por ali. O que há são os “menos bons” ou nem tão bons, os que não são geniais nem diferenciados, mas que são, sem dúvida, seres humanos de reflexos apuradíssimos, coragem singular, controle emocional especial.
É o caso de Rubens Barrichello. É um piloto ruim? Nunca o foi; está entre os muito bons. E por quais cargas d’água nunca foi campeão mundial? Bom, sobre isto, fico com o que Nelson Piquet disse dele, certa vez: Faz escolhas erradas, no momento de decidir para que equipe irá.
Parece ser verdade.
Quando Rubinho escolheu a Ferrari, Edie Irvine riu largamente e disse que Ele não sabia onde estava entrando... Naquele ano, Irvine poderia ter sido campeão mundial [já que Michael Schumacher estava afastado das duas últimas provas, em razão de um acidente grave], mas a equipe “errou” numa parada e o título ficou com a MacLaren de Mika Hakkinen [se me lembro direito]. Com Rubinho foi a mesma coisa: começava o ano bem e logo caía de produção; o carro “quebrava”, algo dava errado etc. Nos segundos semestres a coisa mudava e ele conseguia andar no mesmo passo de Schumacher, principalmente nos treinos livres [aqueles que não valiam pole]. Coincidência ou não, nos seus anos de Ferrari Rubens sempre teve de conviver com uma cláusula contratual que dizia: quem chegar ao meio do ano com mais pontos, assume o lugar de primeiro piloto, até o resto da temporada. Rubens nunca chegou ao meio do ano perto do alemão, em pontos...
Agora, nós temos a Braw, Janson Button e Rubens Barrichello. Mas nós já passamos do meio do ano...
É o caso de Rubens Barrichello. É um piloto ruim? Nunca o foi; está entre os muito bons. E por quais cargas d’água nunca foi campeão mundial? Bom, sobre isto, fico com o que Nelson Piquet disse dele, certa vez: Faz escolhas erradas, no momento de decidir para que equipe irá.
Parece ser verdade.
Quando Rubinho escolheu a Ferrari, Edie Irvine riu largamente e disse que Ele não sabia onde estava entrando... Naquele ano, Irvine poderia ter sido campeão mundial [já que Michael Schumacher estava afastado das duas últimas provas, em razão de um acidente grave], mas a equipe “errou” numa parada e o título ficou com a MacLaren de Mika Hakkinen [se me lembro direito]. Com Rubinho foi a mesma coisa: começava o ano bem e logo caía de produção; o carro “quebrava”, algo dava errado etc. Nos segundos semestres a coisa mudava e ele conseguia andar no mesmo passo de Schumacher, principalmente nos treinos livres [aqueles que não valiam pole]. Coincidência ou não, nos seus anos de Ferrari Rubens sempre teve de conviver com uma cláusula contratual que dizia: quem chegar ao meio do ano com mais pontos, assume o lugar de primeiro piloto, até o resto da temporada. Rubens nunca chegou ao meio do ano perto do alemão, em pontos...
Agora, nós temos a Braw, Janson Button e Rubens Barrichello. Mas nós já passamos do meio do ano...
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Para quem gosta de xadrez.
Para quem aprecia a arte da deusa Caissa, vale muito ver o excelente site Chessgames, onde podemos encontrar preciosidades inesquecíveis, como a maravilhosa vitória de Garry Kasparov sobre Veselin Topalov, em Wijk ann Zee 1999...
Abaixo, o mesmo jogo, no youtube.
A partida é considerada, por muitos dos mais abalizados analistas, a melhor partida de todos os tempos, quando o tema é ataque.
Boa aula.
Abaixo, o mesmo jogo, no youtube.
A partida é considerada, por muitos dos mais abalizados analistas, a melhor partida de todos os tempos, quando o tema é ataque.
Boa aula.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Le Monde sobre Cielo: "espetacular"...
O mundo continua reverenciando o brasileiro - de coração, não apenas de pátria - César Cielo. Vejamos os termos em que o jornal francês Le Monde descreveu o nadador:
"• Le nouveau meilleur sprinteur du monde, César Augusto Cielo Filho. À Rome, le Brésilien, qui porte le même prénom que son père, a semblé traverser la piscine comme s’il s’agissait de la fontaine de Trevi, quand ses adversaires donnaient l’impression de remonter le Tibre à contre-courant. Résultat, un doublé 50 - 100 que seuls le Russe Alexander Popov - Rome 1994 et Barcelone 2003 - et l’Américain Anthony Ervin - Fukuoka 2001 - avaient réussi avant lui, et un record du monde du 100m qui ne tombera pas de notre vivant (46′’91). En plus, il est sympathique, spectaculaire et parfaitement anglophone. César Cielo est le Usain Bolt de la natation."
"• Le nouveau meilleur sprinteur du monde, César Augusto Cielo Filho. À Rome, le Brésilien, qui porte le même prénom que son père, a semblé traverser la piscine comme s’il s’agissait de la fontaine de Trevi, quand ses adversaires donnaient l’impression de remonter le Tibre à contre-courant. Résultat, un doublé 50 - 100 que seuls le Russe Alexander Popov - Rome 1994 et Barcelone 2003 - et l’Américain Anthony Ervin - Fukuoka 2001 - avaient réussi avant lui, et un record du monde du 100m qui ne tombera pas de notre vivant (46′’91). En plus, il est sympathique, spectaculaire et parfaitement anglophone. César Cielo est le Usain Bolt de la natation."
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Um pouco mais de kendo.
Continuando as considerações sobre o caminho da espada, volto ao documentário da BBC [disponível no youtube], para postar os vídeos três e quatro.
Boa aula...
Boa aula...
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