segunda-feira, 18 de julho de 2011

Intrigantes acasos do esporte e da vida pós-tragédias.






Ontem (domingo, 17 de julho de 2011), a seleção japonesa de futebol feminino conseguiu um imenso (e no qual ninguém apostava) triunfo: derrotou a fortíssima seleção norte-americana (a mesma que derrotou o selecionado feminino brasileiro, nas quartas de finais, nas cobranças de tiro livre direto) e sagrou-se campeã mundial de futebol.
Por uma dessas coisas que a gente não consegue explicar, lembrei-me de duas outras equipes que conseguiram feitos memoráveis, após sua terra natal passar por uma grande tragédia natural ou por um difícil período de reconstrução social/política:
1 - o time do New Orleans, vencendo o Super Bowl, após a terrível passagem do furação "Katrina";
2 - os Springboks, vencendo a Copa do Mundo de Rugby, após o fim (jurídico/legal) do "Apartheid" na África do Sul (feito tão difícil que resultou no belíssimo "Invictus" - jóia cinematográfica do talentosíssimo Clint Eastwood).
Agora, após o terremoto (9 graus na escala Richter), um tsunami que devastou grande parte do país e um vasamento nucleares de dois ou três reatores da maior usina do Japão, as meninas de olhinhos puxados conseguem esta proeza absurda.
A meio-campista japonesa Homare Sawa (35 anos!) foi eleita a melhor jogadora do Mundial e disse que nem mesmo a equipe esperava o título: "Viemos disputar uma medalha, mas nunca imaginei que iríamos vencer. Também não imaginava ganhar a Chuteira de Ouro além de ser campeã do mundo", declarou (detalhe, era sua última e quarta copa do mundo. Antes desta, foram quatro fracassos consecutivos).



Japonesas levantam a taça do Mundial feminino sob chuva de papel

E só posso chegar a uma conclusão: Deus (ou a Vida) acompanha o esporte...

Em tempo: a taça do Super Bowl, adiante.



E Nelson Mandela entregando a taça da Copa ao capitão dos Springboks (na vida real: 1ª foto; no cinema: 2ª foto, com Morgan Freeman e Matt Damon):



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