Não é de hoje que os gritos [sim, gritos: já nem são mais gemidos, grunhidos etc.] de algumas tenistas do circuito profissional feminino têm tirado a paciência de muita gente que acompanha o tennis.
A campeã do aburdo sonoro é ninguém menos que Maria Sharapova, cujos berros atingem 102 decibéis! É mais barulhento que uma britadeira! E não estou fazendo graça: é mais barulhento mesmo.
Na final de Wimbledon 2011, a rica, esbelta/modelo, boa de marketing e gasguita russa encontrou-se com a [até hoje] pobre, feia [para os padrões atuais/midiáticos] e cheia de uma simplicidade quase brejeira Petra Kvitova.
A diva russa brigava [ou melhor: gritava] pelo bicampeonato no All England Club, depois de sete anos longe da final feminica; a theca, em sua primeira final de um torneio do grand slam, procurava contradizer todas as expectativas do senso comum, para sagrar-se vitoriosa naquele que é considerado o mais difícil dos torneios [em sua taça de campeão, Wimbledon escreve: "Campeão do Mundo"... É mole?].
Para alegria de quem gosta mais de tênis do que de gritos, Kvitova venceu, por dois sets a zero, como se os berros da russa não lhe incomodassem. Deu aula de controle emocional e de concentração.
Foi lindo...
Parabéns à nova estrela do rol seleto dos vencedores de majors.
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