O choro masculino tem sido, na história da humanidade, sinal de fraqueza, signo da ausência de equilíbrio, sintoma de impotência para superar obstáculos.
Ultimamente, o mundo esportivo tem oferecido a oportunidade a todos os homens, quanto a revermos o paradigma de masculinidade que construímos e em que nos aprisionamos, tornando-nos o sexo que mais morre por infartos e derrames [indícios claros de mal cuidado com as emoções e consigo mesmo].
Federer chorou, ao vencer Roland Garros e havia chorado bem mais, em Wimbledon 2008 e Australian Open 2009, assim como Nadal chorou, ao ser derrotado em outras oportunidades, pelo mesmo suíço. Guga chorou, ao se despedir no Brasil [Costa do Sauípe] e na França [Roland Garros]. Lúcio chorou, ao virar o jogo contra os norte-americanos [final da Copa das Confederações 2009]. Mark Weber chorou, ao vencer seu primeiro GP de F1, após anos de carreira sem glórias. Ninguém são chamou nada disso de fraqueza.
Espero seja a aurora de uma revisão do paradigma masculino que tem imperado neste nosso diminuto orbe, onde a masculinidade desvirtuada resulta em violência doméstica, crimes absurdos contra mulheres e crianças [lembremos as mutilações genitais na África, os estupros legais do regime Talibã et similia] e estúpidas ressurreições das práticas de duelo medieval [os circos de "vale-tudo", os conflitos de gangues de jovens, em Brasilia e tantas capitais e interiores brasileiros].
Em tempos de Código da Vinci, Anjos e Demônios e outras obras do gênero, parece piegas e arriscado falar de Jesus; eu, que não tenho medo de pieguice, continuo achando o rabi galileu a personalidade mais intrigante e superior de que a Terra teve notícia e, agora, me despeço apenas lembrando o seu choro, no jardim do Getsêmani...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário