quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Barrichello e o reino dos talentos.

Dizer que há pilotos ruins, na Fórmula 1, é quase uma contradição em termos. Como um piloto ruim sobreviveria, andando milhares de quilômetros a duzentos, trezentos quilômetros por hora?... Não; não há pilotos ruins, por ali. O que há são os “menos bons” ou nem tão bons, os que não são geniais nem diferenciados, mas que são, sem dúvida, seres humanos de reflexos apuradíssimos, coragem singular, controle emocional especial.

É o caso de Rubens Barrichello. É um piloto ruim? Nunca o foi; está entre os muito bons. E por quais cargas d’água nunca foi campeão mundial? Bom, sobre isto, fico com o que Nelson Piquet disse dele, certa vez: Faz escolhas erradas, no momento de decidir para que equipe irá.

Parece ser verdade.

Quando Rubinho escolheu a Ferrari, Edie Irvine riu largamente e disse que Ele não sabia onde estava entrando... Naquele ano, Irvine poderia ter sido campeão mundial [já que Michael Schumacher estava afastado das duas últimas provas, em razão de um acidente grave], mas a equipe “errou” numa parada e o título ficou com a MacLaren de Mika Hakkinen [se me lembro direito]. Com Rubinho foi a mesma coisa: começava o ano bem e logo caía de produção; o carro “quebrava”, algo dava errado etc. Nos segundos semestres a coisa mudava e ele conseguia andar no mesmo passo de Schumacher, principalmente nos treinos livres [aqueles que não valiam pole]. Coincidência ou não, nos seus anos de Ferrari Rubens sempre teve de conviver com uma cláusula contratual que dizia: quem chegar ao meio do ano com mais pontos, assume o lugar de primeiro piloto, até o resto da temporada. Rubens nunca chegou ao meio do ano perto do alemão, em pontos...

Agora, nós temos a Braw, Janson Button e Rubens Barrichello. Mas nós já passamos do meio do ano...

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